29 de novembro de 2017

Malvinas en el siglo XXI

Por Camila Bonetti, do Blog Sucesos Mundiales

Osmani Simanca, Cartunista.


Introducción

Luego de la década del ’90, período en que la relación entre Argentina y el Reino Unido respecto a Malvinas se mantuviera bajo el “paragua de soberanía,[1]” con la llegada de Néstor Kirchner frente al poder ejecutivo argentino en el año 2003 el discurso y la política exterior experimentarían un cambio significativo. Con el nuevo gobierno, la recuperación de las islas pasó a ser uno de los ejes estructurales de la política de Estado. En el discurso de asunción del mandatario proveniente de la provincia de Santa Cruz ya podían verse sus lineamientos al respecto: “Venimos desde el Sur de la Patria, de la tierra de la cultura malvinera y de los hielos continentales y sostendremos inclaudicablemente nuestro reclamo de soberanía sobre las Islas Malvinas.[2]

Tanto durante su gobierno como en los dos mandatos de Cristina Fernández, los jefes de Estado se encargaron, primero, de denunciar todos los acuerdos diplomáticos de los últimos años, como las licencias de pesca y la colaboración en materia de hidrocarburos. Una segunda estrategia tuvo que ver con la construcción de distintas alianzas multilaterales y declaraciones en variados organismos internacionales y bloques regionales con el objetivo de sumar apoyos al reclamo de soberanía. Con ello se buscaba ejercer presión sobre los británicos para sentarse a negociar.

En paralelo a los cruces diplomáticos y la nueva política llevada a cabo por Argentina, en el siglo XXI hubo otros hechos que agitaron el tablero de la cuestión Malvinas. Por un lado, el aumento de la exploración de pozos petrolíferos en la zona y el posterior desembarco de empresas británicas que comenzaron con tareas de explotación de crudo generó un fuerte rechazo de Argentina y consiguientes denuncias en distintos foros internacionales. Por otro lado, las constantes prácticas militares en Malvinas con tecnología de última generación que incluyeron el viaje del príncipe Guillermo a las Islas para realizar vuelos de entrenamiento como piloto de la Fuerza Aérea Británica, se sumaron a la confirmación oficial del gobierno británico de que durante la Guerra de 1982 se trasladó armamento nuclear en el Atlántico Sur[3].

En este artículo se realizará una descripción de los principales hechos relacionados a la cuestión Malvinas en el siglo XXI desde la política exterior argentina. Asimismo, se abordarán las reacciones de la diplomacia británica ante las medidas llevadas adelante por el gobierno argentino y sus respuestas políticas. En primer lugar se hará un recuento de esos principales cruces entre ambos países y el respaldo implícito de la Unión Europea al Reino Unido. En contraposición, se abordará la regionalización de la causa Malvinas en Latinoamérica y en distintos foros internacionales, los apoyos y las medidas que se concretaron. En una segunda parte se hará hincapié en la importancia del Atlántico Sur y sus recursos naturales, que culminaron con una mayor militarización de las islas y sus alrededores.

22 de novembro de 2017

Dossiê Malvinas: O imediato pós Guerra

Por Bernardo Salgado Rodrigues

Latuff Cartoons



A Guerra das Malvinas teve início em 2 de abril − quando as forças argentinas desembarcaram nas ilhas − até 14 de junho de 1982 − quando se deu a rendição, cujo saldo da guerra para a Argentina foi de quase 700 mortos e 1.300 feridos (SADER; JINKINGS, 2006, p.738). A Guerra foi conduzida pelo então presidente da Argentina, Leopoldo Fortunato Galtieri, que, uma vez que a ditadura começava a demonstrar sinais de desgaste (crise econômica, pressão internacional, por causa da violação dos direitos humanos, e pressão nacional, com a criação das Mães da Praça de Maio), decidiu partir para uma ofensiva pela permanência no poder, sob o pretexto de criação de um inimigo externo e promoção da coesão nacional. Entretanto, a derrota nas Malvinas acabou engendrando a aceleração do processo de redemocratização no país.

No plano internacional, os países europeus apoiaram o Reino Unido em sua reivindicação e impuseram como sanção um embargo comercial à Argentina − inclusive, fortalecendo o governo Thatcher durante toda a década de 1980 após a vitória britânica, uma das grandes responsáveis pelas reformas liberais no mundo e da Comunidade Europeia. Os países da América Latina e do Terceiro Mundo em geral apoiavam a Argentina, ainda que esse apoio não redundasse em ajuda logística. Ou seja, tinha-se uma situação totalmente paradoxal: "as democracias ocidentais, aliadas ideológicas da ditadura, convertiam-se em inimigos, enquanto os países do Terceiro Mundo, que o governo militar repudiava como berço do socialismo e do comunismo, levantavam-se como seu único respaldo" (SADER; JINKINGS, 2006, p.738).

15 de novembro de 2017

Dossiê Malvinas: A Guerra das Malvinas/Falklands

Por Mário Afonso Lima

Falklands, Campaign, (Distances to bases) 1982. Department of History, United States Military Academy


No ano de 1982, a Argentina, sob o governo da Junta Militar, declarou a invasão e a tomada das Ilhas Malvinas/Falklands, reivindicando o território como possessão argentina. Colocado dessa forma, a decisão do governo argentino parece como um devaneio de um governo militar, que busca desviar a atenção da sua população, uma vez que vinha enfrentando diversas dificuldades economicas e financeiras e civis. Como aponta Moniz Bandeira, a Argentina se encontrava em uma crise econômica gravíssima, que via o seu PIB cair vertiginosamente, chegando a um total de 14%, enquanto a sua divida pública cresceu quase 30% apenas de 1980 até 1982 (MONIZ BANDEIRA, 2012).

Visto uma grave crise econômica e um apoio cada vez mais decrescente da população, a questão Malvinas parecia uma oportunidade boa demais para que o governo de Galtieri deixasse passar. (NORPOTH, 1987). Segundo Helmut Norpoth, a Guerra das Malvinas/Falklands foi resultado de uma série de cálculos estratégicos errados por ambas as partes do conflito.

13 de novembro de 2017

O cenário dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil

Por Letícia Loureiro


http://celuloseonline.com.br/

Na América Latina, o Brasil é o país que mais recebe investimentos estrangeiros diretos, seguido por México, Chile, Colômbia e Peru. Dentro desse ranking, os únicos países latino-americanos que aparecem entre as vinte maiores economias receptores de investimentos estrangeiros diretos são Brasil e México, de acordo com o relatório global de investimentos da Conferencia das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD)¹.

O investimento estrangeiro direto (IED) é um investimento duradouro realizado por uma empresa em outra economia. Algumas das opções para uma empresa entrar no país que deseja investir são: construir uma nova planta industrial, comprar ou se fundir com uma empresa já operante no país ou realizar uma parceria com alguma empresa local. Dessa forma, o diferencial do IED está em não ser um investimento de curto prazo e volátil, como é o caso do capital especulativo, que pode “fugir” do país quando desejar. No Brasil, há diversas oportunidades para investimentos em setores como energia, indústria automotiva, infraestrutura, biotecnologia, entre outros.