13 de junho de 2014

Os alienígenas e os ianques

Por Larissa Rosevics

"Sabe de nada, inocente!" Compadre Washington 

Não é novidade para ninguém, principalmente para os telespectadores do History Channel como eu, que o espaço e os alienígenas voltaram à moda. Teses de alienígenas no passado da humanidade e declarações como a da ex-assessora do Banco Mundial Karen Hudes, sobre serem os ETs quem controlam a economia mundial, apenas alimentam ainda mais teorias conspiratórias sobre a presença de seres vindos do espaço em nosso planeta.


Inevitavelmente, um dia os avanços tecnológicos confirmarão que não estamos sozinhos no universo. A descoberta de planetas em zona habitável, como o Kapteys b, sob a órbita da estrela Kapteys, a “apenas” 13 anos luz de nós, são cada vez mais frequente.

A questão que eu gostaria de levantar, no entanto, não é se existe ou não vida fora da Terra. Essa crença é quase religiosa e não pretendo abrir um debate como esse. Meu questionamento está entre o abismo militar, tecnológico e econômico que existe entre os países centrais e os países periféricos, em especial entre os Estados Unidos, e a crença em OVNIs e chupa-cabras.

Enquanto as previsões para a conclusão do primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro são reavaliadas para 2023, nos Estados Unidos os primeiros submarinos nucleares foram construídos na década de 1950. Assim como a tecnologia tem avançado na busca por planetas habitáveis, ela tem caminhado a passos largos na área militar nos Estados Unidos em direção a aviões cada vez mais rápidos, indetectáveis e eficientes. Alguns nem mesmo precisam ser tripulados, parecendo ser realmente coisa de outro planeta.

Se o conhecimento de nossos cientistas e engenheiros está defasado em mais de meio século (haja vista o caso do submarino nuclear), o que dizer de nós, pobres mortais, que acompanham as noticias pelos telejornais e pela voz do Brasil?

Para quem já fez alguma descoberta científica, mesmo que seja a do feijão no algodão, sabe da importância que as experiências têm em um processo de inovação tecnológica. Dai para concluir que muitas das aparições de objetos voadores não identificados podem ter origem estadunidense e que não são identificados porque nós não detemos tecnologia científica suficiente nem mesmo para identifica-los, quanto mais para produzi-los, é um pulo. E ainda há pessoas que se espantam com declarações como as de Edward Snowden.

Para concluir, gostaria de lembrar aos crentes da senhora Hudes, que os arranjos em Bretton Woods fizeram com que o FMI e o Banco Mundial fossem instituições lideradas pelos países com maiores depósitos em seus cofres, e que a posição principal em ambas é ocupada pelos Estados Unidos desde 1946. 

Portanto, yo no creo en los aliens, pero que ellos hablan inglés, ellos hablan.
 
*** 
Em tempo. Para pensar algumas dessas questões sobre seres humanos, tecnologia e extraterrestres, indico a ficção científica adolescente e despretensiosa Ender's Game (2013).

6 comentários:

  1. Eu vi esse video da Karen Hudes. Ela fala com tanta veemência, que chega a deixar uma ponta de dúvida, principalmente em quem assiste ao History Channel.
    Mas sobre o abismo tecnológico, eu já assisti a uns programas no History Channel que falam ainda da Segunda Guerra Mundial, quando alemães faziam testes na tentativa de obter objetos voadores parecidos com discos voadores. Eu, realmente, não duvido de que haja vida fora da Terra, mas também não duvido que muito do que vemos por aí é algum teste ou mesmo utilização motivada de equipamentos desconhecidos do público em geral.

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    1. Sim, há muito mais coisas entre o céu e a terra que nosso parco conhecimento tecnológico pode explicar. E olha que nem estou falando de natureza, mas de avanços alcançados pelo próprio homem!

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  2. Há muitos e muitos anos passados, lá pelos idos de 1996, eu fiz um feira de ciências sobre ufologia. Naquela época tudo que já tinha se ouvido falar estava de posse dos EUA. No mínimo suspeito não? Parabéns pelo blog! Muito legal! Tenho copiado os textos e me mandado para o banco onde posso ler com calma...

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